Posts

Lei da Gravidade nomeado para o prémio de literatura da União Europeia

Image
  O romance Lei da Gravidade, publicado em Setembro de 2023 pela Porto Editora, está na lista dos nomeados ao EULP 2024. Confira aqui o perfil da autora: https://www.euprizeliterature.eu/author/gabriela-ruivo

Lei da Gravidade - pré-venda

Image
  Já pode encomendar o próximo romance de Gabriela Ruivo no site da Porto Editora : https://www.portoeditora.pt/.../lei-da-gravidade/28535528 A campanha de pré-lançamento começa hoje. O livro será entregue a partir do dia 21 de Setembro, data em que sai para as livrarias. Sinopse: O que terão em comum um velho à beira da morte numa cama de hospital, o escritor de um bestseller, um pré-adolescente inquieto e um menino de dois anos com um fascínio por livros? Que destino espera as amigas Maria Ana e Ana Maria – o espelho uma da outra? Conseguirá uma livrar-se do marido agressor, e a outra do sofrimento da perda? E Marinela? E Mariana? E a mãe solteira que existe em todas elas, fruto de um abandono continuado? E o pai, protagonista do descalabro? E o futuro, que teima em ser passado, e o passado, que teima em ser futuro? O tempo é o grande mistério. É ele que se ri de nós do outro lado do espelho, no reflexo onde procuramos o sentido da existência e que teima em nos devolver a imagem ...

Teimosia Crónica na Descendências Magazine

Image
  A época dos Narcisos Assim como há grandes e pequenos filhos da puta, também há grandes e pequenos idiotas (ou grandes e pequenos narcisos). Os pequenos não trazem grande mal ao mundo; já os grandes, não podem passar despercebidos. Insatisfeitos com o seu tamanho, esforçam-se constantemente por ser maiores e melhores idiotas. Claro que se acham o máximo, e claro que os outros é que são os idiotas, na sua perspectiva. As suas opiniões deveriam ser emolduradas a ouro. Que digo? Deviam erguer-se monumentos nacionais às suas ideias brilhantes e visionárias. O grande drama do grande narciso é precisamente este: por mais que se esforce, ninguém percebe que APENAS da sua mente genial é que brotam pérolas dignas desse nome e se eleva, qual ave rara e perfeita, a verdade absoluta. Que fazer, então, para que o mundo lhes conceda o pedestal de que se sabem merecedores? Aqui começa a grande luta do grande narciso. Há que enaltecer a prodigiosa obra da natureza que transportam dentro do crâni...

Teimosia crónica na Descendências Magazine

Image
“Eu sou livre, tu és livre, viva a livraria”  Esta frase andava a circular há tempos no Facebook. Gosto da ideia de associar os livros ao conceito de liberdade. Os livros são universos de liberdade e empatia. A empatia não é, como a maioria pensa, o que eu sentiria no lugar do outro. Não, a empatia não se foca no eu (em mim), mas no outro. Imaginar o que eu sentiria no lugar do outro é sintonia afectiva (simpatia). Todos nós, tirando raras excepções, somos capazes de fazer este exercício desde crianças. Empatia é outra coisa, e não se manifesta de forma espontânea. Para ser empática, preciso de imaginar o que o outro sente no lugar onde está, e para o conseguir, é necessário um esforço de imaginação e conhecimento. Imaginar uma realidade que não é a minha, e conhecer o percurso do outro. A expressão inglesa de calçar os sapatos do outro revela-se, assim, a mais próxima do conceito de empatia: quando calçamos os sapatos de outrem, ficamos sempre desconfortáveis; ora porque são um nú...

Uma Mulher de palavra já à venda

Image
  Uma Mulher de Palavra já se encontra disponível para venda na Amazon, bastando pesquisar pelo título ou nome da autora: https://www.amazon.co.uk/kindle-dbs/entity/author/B0BD9BDW4Q?_encoding=UTF8&node=266239&offset=0&pageSize=12&searchAlias=stripbooks&sort=author-sidecar-rank&page=1&langFilter=default#formatSelectorHeader

O próximo livro

Image
Uma Mulher de Palavra reúne um conjunto de poemas e prosa poética bastante diversificado. Um livro onde Gabriela Ruivo explora alguns dos temas inerentes à sua escrita – a condição da mulher, a ambivalência afectiva e a introspecção e reflexão onírica, entre outros. Uma Mulher de Palavra nasceu da necessidade de amadurecer o registo poético da autora, em diálogo com amplitudes diversas e menos ortodoxas da poesia. Nestas páginas, encontramos espelhos que reflectem as vicissitudes da alma humana – uma poética mente – uma teia onde o eu-narrador se desdobra, multifacetado, num registo primariamente introspectivo, ao qual se imprime a marca indelével da realidade mundana.

Uma mulher de palavra

Image
Uma mulher de palavra começou por ser uma micro-narrativa, vencedora do Desafio de Escritas promovido pela ecO - Associação Cultural de Leiria, em 2011. Tinha de ter um número exacto de caracteres, pelo que foi um verdadeiro desafio escrevê-la! Mais tarde, quando Gabriela Silva fez a resenha de Uma Outra Voz para o Jornal Rascunho, referiu-se a esta obra minúscula como sendo algo maior, distinguido com um prémio importante. Achei graça àquilo e já naquela altura, pensei, talvez não fosse má ideia publicar um livro de poesia ou pequenos contos com este título. Gabriela Silva, entretanto, tornou-se uma grande amiga, e Uma mulher de palavra ocupou uma pequena secção no livro de poesia Aves Migratórias, publicado pela On y va em 2019. Porém, está prestes a transformar-se num livro, e a habitar o desígnio das palavras da Gabriela. Será publicado em breve, através do Kindle Direct Publishing.  [image created by Midjourney]

Espécies Protegidas - contos

Image
  O novo livro de contos de Gabriela Ruivo Trindade, Espécies Protegidas, publicado pela editora On y va em Setembro de 2021, já se encontra disponível para venda aqui: https://www.onyva.pt/loja/ Neste livro, a autora reúne  contos com mais de uma década e outros mais recentes. A ideia foi uni-los num todo coeso, num registo que permitisse agrupá-los por afinidades estilísticas, mas sem macular a sua individualidade. O conjunto configura uma classificação taxonómica que vai muito para além da mera tentativa de categorização, permitindo encontrar um fio condutor que investe cada conto de um novo simbolismo, em que a lupa da ciência exacta está lá apenas para distorcer a realidade e introduzir novas dimensões de leitura. À medida que as diferentes espécies são apresentadas, o leitor apercebe-se de que este é um corpo vivo, um organismo multicelular, um aglomerado de trocas diversas entre os órgãos vitais num tecido social e emocional complexo, espelho da nossa própria humanidade...

Aves Migratórias - Conversa com a autora e leitura de poemas

Image
No dia 4 de Março de 2021, quinta feira, pelas 18H (hora de Londres e Lisboa), a autora Gabriela Ruivo Trindade estará à conversa com Nara Vidal e Jessica Sinclair, a propósito do seu livro de poesia Aves Migratórias, publicado em 2019 pela editora On y va. O encontro contará ainda com a presença de António Manuel Venda, editor da On y va, e Victor Meadowcroft, tradutor, que lerá alguns poemas do livro traduzidos para inglês. Este evento conta com o apoio da Embaixada de Portugal em Londres e será transmitido ao vivo na página de Facebook da autora: https://www.facebook.com/umaoutravoz Se desejar participar no evento de forma mais activa, tendo a oportunidade de fazer perguntas à autora, terá de se inscrever no Eventbrite para receber o link no Zoom. Clique no link abaixo e faça a compra de um bilhete (gratuito). Posteriormente, receberá o link para o Zoom no seu e-mail. https://www.eventbrite.co.uk/e/aves-migratorias-poesia-de-gabriela-ruivo-trindade-conversa-e-leituras-tickets-136436...

Nada na manga

Lembro-me de a minha avó andar com um lenço dentro da manga para se assoar. Nunca me perguntei do motivo para tal. Durante a infância, e boa parte da vida adulta, estes detalhes da vida dos mais velhos não nos causam qualquer inquietação. Olhamos os velhos como se pertencessem a uma espécie diferente: a gente sabe que um dia a metamorfose acontecerá, mas por enquanto ainda estamos do lado de cá. Ao aproximarmo-nos do meio século de existência, caímos na real: não existe transformação nenhuma, nem fronteira; apenas o tempo que traz fraqueza e maleitas ao corpo. Hoje em dia tenho de me assoar constantemente. Não é por andar sempre constipada, é porque o pingo no nariz tornou-se numa constante, capaz de irritar até a mais pacífica das criaturas. É aquele pingo discreto, suave, quase gentil, mas que, não obstante, está sujeito à força da gravidade e, por isso, nos obriga a gastar quantidades de lenços pouco recomendáveis à saúde do planeta. Já pensei várias vezes na praticalidade de andar ...

Um poema da Pandemia

Isto ou Aquilo Há pouco Na varanda Ouvi o vizinho do lado Não sei onde isto vai parar Não percebi do que falava  Mas lembrei-me da minha mãe  Ontem  Na cozinha Para o meu pai Isto vai de mal a pior Há um senhor na televisão  Que está sempre a dizer Isto é uma vergonha! Assim, com ponto de exclamação  Então resolvi ir ao dicionário  Mas fiquei na mesma O que é um pronominal demonstrativo? Perguntei à minha irmã  Não me chateies Foi a resposta  Eu insisti O que é isto de que toda a gente fala Que é uma vergonha E vai de mal a pior E ninguém sabe onde vai parar? Deve ser a tua língua, puto A minha irmã é uma chata  Está sempre a desconversar  Voltei para a varanda O vizinho continuava ao telefone Ou talvez falasse sozinho Anotei todas as vezes que ele disse a palavra  Isto não pode ser Isto não se aguenta Isto ainda é pior do que eu pensava  Isto é ridículo  Isto é uma merda Isto é demais! Isto é uma coisa Isto não se pode Is...

A Cabana do Tio Tom

Image
A Cabana do Tio Tom, o famoso livro de Harriet Beecher Stowe, foi publicado pela primeira vez na íntegra pela Sibila Publicações, e a mim coube-me a honra da sua tradução. Um exercício tremendo, já que foi o meu primeiro trabalho nesta área. O livro já está em pré-venda. Disponível a partir de 15 de Outubro: https://loja.sibila.pt/A-Cabana-do-Tio-Tom-Harriet-Beecher-Stowe A Cabana do Tio Tom , de Harriet Beecher Stowe. Tradução de Gabriela Ruivo Trindade. Introdução de Inocência Mata. Nº páginas: 512 pp. ISBN: 978-989-54367-8-1. Dimensões: 153 x 232 x 33 mm «Então a senhora é a pequena mulher que escreveu o livro que deu início a esta grande guerra!»  — Em 1862, Lincoln encontra-se com Harriet Beecher Stowe na Casa Branca. A segunda obra de ficção mais influente do mundo. — BBC Culture O livro que desencadeou a Guerra da Secessão. Este poderoso e panorâmico romance, um dos livros mais populares, influentes e controversos da História da Literatura, que se publica na sua versão origi...

Distância de Insegurança - Diário da Pandemia

7 de Abril 2020  Os escritores dividem-se em dois grupos: os que trabalham noutra actividade e meia-dúzia de afortunados que se podem dedicar inteiramente à escrita. Estes últimos, geralmente, passam a vida fechados em casa; os mais sortudos a escrever, e os outros, que na maioria dos casos são outras, a fazer malabarismos domésticos para conseguir escrever. Atenção que estou a falar na generalidade. Sei que há muitos homens que se dedicam às tarefas domésticas. Põem o lixo lá fora, por exemplo. E depois fica o caixote sem saco do lixo. Ou a roupa na máquina, mas encontrar o programa requer toda uma técnica que lhes deixa os neurónios à beira de um colapso. Também tiram a louça da máquina, e depois andamos à procura da tampa da panela e encontramo-la na gaveta dos panos e das pegas. E cozinham, claro, mas só se não tiverem de picar cebola. É que devem ter as glândulas lacrimais mais sensíveis, não sei. Ou então acham que um deve homem chorar, sim senhor, mas nunca por causa de uma ...

Distância de Insegurança - Diário da Pandemia

6 de Abril 2020  Não pretendo que isto se torne um diário. Não sei que nome dar a isto. São apenas coisas que me passam pela cabeça. Pensamentos velozes. O mundo está parado e o pensamento é a única coisa que corre, para além dos rios. Ou será o contrário? Vemo-nos estagnados, em casa; o corpo insiste em sair e correr para manter a ilusão de movimento, mas no fundo de si tudo está parado, o olhar fixo num ponto lá muito ao fundo, tentando vislumbrar uma réstia de esperança; permanecemos imóveis e o mundo vertiginoso na sua corrida louca em redor do astro rei; os corpos caem no campo de batalha mas não estamos lá para ver, só o silêncio, e a ausência rapidamente se confunde com indiferença, fica o coração confundido; devemos chorar, espremer a angústia até ao tutano, ou dar graças por não ser connosco? Os pensamentos sucedem-se em linha recta e às curvas. No outro dia, os miúdos falavam entre eles, um dizia que os pensamentos ficam destituídos de moralidade se não se concretizarem...

Capitolina Revista - Uma publicação dedicada à literatura em língua portuguesa

Image
A Capitolina Revista é uma publicação inteiramente dedicada à literatura em língua portuguesa com edição de Nara Vidal, autora brasileira distinguida com o Prémio Oceanos para o romance Sorte. Nela colaboram Silvia Gasparoni, responsável pela Lusoteca na revista online LuciaLibri, e que faz toda a paginação e design gráfico em PDF, Carla Bessa, escritora, tradutora e resenhista, que escreve resenhas literárias, e Gabriela Ruivo Trindade, moi-même , com a rubrica As Personagens da minha Vida, em que escritores nos apresentam personagens literárias que os marcaram, e matérias várias. Revista:  https://www.capitolinabooks.com/revista-oblique Artigo da Silvia Gasparoni na revista LuciaBibri sobre a Capitolina (de onde foi retirada a composição fotográfica): https://www.lucialibri.it/2020/07/23/capitolina-vitalita-lusofona/

Distância de Insegurança - Diário da Pandemia

5 de Abril 2020  Hoje o sol brilha e está calor. Calor. O Tesco tem fila à porta mas no parque de estacionamento, não. As toalhitas para limpar o varão do carrinho das compras esgotaram, parece, porque no seu lugar está um vaporizador e uns panos descartáveis. Será que não percebem que é a mesma coisa? Em vez de as pessoas apanharem o vírus no varão, vão apanhá-lo no frasco do vaporizador, a não ser que usem luvas. As medidas de segurança a relaxarem. Não estamos ao nível de um Brasil, e talvez nem de uns Estados Unidos, mas estamos muito longe de uma Alemanha, ou França, ou Portugal. O meu país a ser modelo de eficiência na contenção do vírus. Nós, aqui, ainda estamos meio a dormir. Talvez porque o sol brilhe e as pessoas se recusem a acreditar. A mim também me custa. Os miúdos estão em casa, e essa é a parte anormal. Estão em casa o tempo todo. É bom, claro, por enquanto, que ainda não nos fartámos uns dos outros. É preciso impor de novo uma disciplina há muito esquecida, porqu...

Distância de Insegurança - Diário da Pandemia

4 de Abril 2020  O sol continua lá. As árvores, os pássaros. Tudo no mesmo sítio. Ainda olhamos o céu em busca de sinais. E evitamos os abismos da alma por os sabermos sem fundo. Onde podemos enterrar o medo, se nem carregá-lo nas mãos? Vivemos um dia a seguir ao outro. Continuamos a trabalhar, a lavar a cara de manhã. Há vozes que nos chegam e preferimos ignorar. De longe. Precisamos de nos concentrar no ruído. O silêncio traz pressentimentos fúnebres. Os cortejos de camiões militares carregando corpos. Como poderemos ser os mesmos depois disto? E agora, aqui? Nada mudou à nossa volta, as nuvens continuam a pairar. Chove. Sentimos frio. Ainda respiramos. Transplantamos a vida para dentro de quatro paredes, como se fosse possível. Dizemos às crianças que está tudo bem. Que vai ficar tudo bem. Dizemos a nós mesmos. Voltamos à infância, ao reino do absurdo, onde todos podemos ser reis, e princesas. Cremos ingenuamente naquilo que repetimos constantemente, em surdina, como uma prece. ...

Distância de Insegurança - Diário da Pandemia

30 de Março 2020  Ela seguia o pasmo, a incredulidade dos amigos e conhecidos durante a quarentena. Todos eles estrangeiros nesta terra de ninguém. Pelo menos assim parecia. Todos, menos ela. Já conhecia aquelas paragens há muito. Desde que se conhecia por gente. Sempre vivera em quarentena. Nada era novo. A sensação de perigo iminente, sempre a antecipar cenários catastróficos, desgraças, calamidades. Vivia-lhe no sangue. Era talvez a força que bombeava o coração, o medo. Um companheiro para a vida. O desastre acontecera há muito. Tanto, que não se recordava ao certo. Um naufrágio, um maremoto, uma enxurrada, um aluviamento de terras. Ficara só no mundo. A única sobrevivente. Ninguém testemunhara o seu desespero. Ninguém aliviara as suas feridas. Ninguém a consolara. Ninguém. E quando não há testemunhas, a realidade escapa-se-nos, os sentidos traem-nos. Se ninguém estava lá para ver, será que aconteceu mesmo? Terá sido imaginação? Se pudéssemos fechar os olhos e acordar deste ...

III Antologia de Poetas Lusófonos na Diáspora

Image
Uma publicação Oxalá Editora. Autores:  Sarah Virgi. Paula De Lemos. António Barbosa Topa. Gabriela Ruivo Trindade. António Magalhães. Dominique Stoenesco. Irene Marques. Maria Beatriz Ferreira. Maria do Rosário Loures.  Artur Fernandes. Neusa Sobrinho Amtsfeld. Isaac Nin. Ana Casanova. António da Cunha Duarte Justo. Fernando Viriato Matos. José Luís Correia. Pedro Monterroso. São Gonçalves. Naria Radatos. Rosana B. L. Bouleh. Ana Carla Gomes Fedtke. Marília Andreä . Vitor Gonçalves. Tonito Espanhol. Eberhard Fedtke. https://www.oxalaeditora.com/livros/poetas-lus%C3%B3fonos-iii-antologias/

Correr Mundo - Dez Mulheres, Dez Histórias de Emigração

Image
Colectânea de contos Correr Mundo - Dez Mulheres, Dez Histórias de Emigração, publicada pela Oxalá Editora. Autoras:  Irene Marques,  Toronto (Prémio literário Imprensa Nacional/Ferreira de Castro 2019)  , Paula De  Lemos , Trier, Luísa Costa Hölzl,  Munique, Luísa Semedo, Paris)  Gabriela Ruivo Trindade, Londres (Prémio Leya 2013), Maria João Dodman, Toronto, São Gonçalves, Luxemburgo, Luz Marina Kratt ,Bodensee, Helena Araújo, Berlim, Altina Ribeiro, Paris. https://www.oxalaeditora.com/livros/correr-mundo/